Tivemos o prazer de sermos também lembrados pela Associação Comercial de São Paulo no seu "Diário do Comércio", de 29 de julho de 2007, com um artigo enorme (inclusive com uma chamada grande na primeira página, com foto), na pag.2 do Caderno Cidades, seção Polícia, "PROTESTO FOI PACÍFICO, MAS RUIDOSO" (assim mesmo, com ruidoso ruivo), escrito por Rubens Marujo e (muito boas) fotos de Mário Miranda/Luz.
(Via agora: http://www.vivaocentro.org.br/noticias/clipping/2008/290708_dcomercio.pd... , falta a primeira parte (?) mas o essencial está mantido.)
Quem chamou a atenção para o artigo foi uma de nós na reunião do fcv, 5a passada, ou melhor, ela chamou a nossa atenção pelo blog de um velho conhecido, Reinaldo Azevedo da revista Veja. (Favor, não abrem: http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/07/lancelotti-est-de-volta-.... faz mal à saúde). Esta figura cita o artigo no "Diário do Comércio" e diz, entre outros: "A reportagem do Diário do Comércio, acreditem, compra completamente a versão dos manifestantes e chega a ser panfletária." Aí fiquei com vontade de ler e fui eu, 6a de manhã pra Boa Vista, sede da ACSP e da redação de seu jornal, buscar um exemplar atrasado. Depois de ser anunciado, apresentação de documentos, foto, digitais do dedo indicativo da mão direita, receber crachá, subi pro 6o andar e de fato, uma bela redação de verdade, onde recebi o exemplar e levei pra reunião de avaliação do ato, no Sefras, onde circulou.
O título do artigo: "Padre Júlio faz Protesto No Centro" e a chamada na primeira página: "Padre Lancelotti de volta às ruas. Em grande estilo". Não é lindo? As fotos, sempre com padre Júlio em destaque, conduzindo seu rebanho (pelo menos é a clara mensagem nelas contida). A "reportagem", em +/- um terço do texto, comece com um resumo coxo sobre o padre, reclamando que não quis "conversar com a imprensa", para depois - com sub-títulos "Protesto" e "Igreja" abordar o ato de maneira envolvente... tão envolvente que Reinaldo Azevedo exclama: "Não se distingue o texto do repórter da carta dos militantes, como se, de fato, houvesse "desumanidade" nas ações da Prefeitura e da Polícia."
Há uns detalhes, porém. Primeiro, não menciona nossa parada na porta de seu empregador, tudo bem. Agora, não sei se é porque o jornalista é espírito, redator responsável por uma revista de uma entidade filantrópica em tatuapé (http://www.pazeamor.org.br/) que pelo site deles distribui chocolate quente e mantem uma casa de apoio de passagem Anália Franco (e muito mais), mas sua intensão é obiamente de meter pau na igreja católica. "O grande paradoxo desse complexo, dizem os albergados, é que a própria igreja, que promove as manifestações contra o governo, também não compre a sua parte." Fala da desativação do albergue em frente à Câmara Municipal "administrado pelos padres franciscanos com verba da Prefeitura" e segue: "Daí o motivo de tanta indignação." Depois, já que "não foram recebidos por ninguem" (a secretaria das subprefeituras e a Prefeitura), "decidiram ir para a sede do Ministério Público Estadual. Lá, conseguiram ser recebidos pelo procurador chefe do Grupo de Moradores de Rua...."
Bom, merece uma análise mais detalhada, já que o Diário do Comércio é o jornal de casa de um dos apoiadores explícitos da "Aliança pelo Centro Histórico" e sem dúvida não escrevem só para encher papel.
artigo na integra em anexo em PDF.
| Anexo | Tamanho |
|---|---|
| 290708_dcomercioATO280708.pdf | 429.61 KB |
| centrovivoreartigosobreoatode2807nodiriodoc.zip | 5.1 MB |
em lista
Esse link ta na no post acima,não posso concordar com um oportunismo desses,o cara fala como se a igreja nos desse sustento,grana,comida e ele inventou a roda de nova,explicando que a prefeitura oferec albergue,cusos profissionalizantes,e a lei 12.316 pelo visto nunca leu,nunca ouviu falar.
se poso dar aula na usp como ele fala,ele acha o que que morador de rua é burro , não pensa,não sabe falar?
postei msg lá no blog,mas é claro o cara não publica que é mais anti democrático que tudo.
Como era uma situação
Como era uma situação emergencial acredito que trabalhamos bem, chamamos a atenção de quem deveríamos chamar, já colhemos os primeiros frutos.Ontem mesmo uma professora da faculdade me pediu pra levar todas a matérias divulgadas na mídia, ela vai analisar todas em sala de aula e mostrar para os alunos como se faz um péssimo jornalismo, sem compromisso com a verdade e a população brasileira. Na minha sala tem jornalistas de vários veículos,inclusive da Globo, isso ajuda na divulgação.
Agora temos que ter mais movimentos articulados trabalhando ao nosso lado, uns cobrindo as deficiências dos outros.Começamos, agora temos que nos alegrar com os frutos e aprender com as falhas e não parar.
Quanto ao jornalista,o que ele disse na matéria sobre os franciscanos era atribuido aos albergados, mais pelo que a o comentário acima disse, o albergado era ele.
Isso não é ético,se ele quer dar sua opinião que dê, mais seja honesto, não dá pra confiar neste tipo de pessoa.Ele tem suas mágoas e razões, tudo bem, mas, isto não lhe d´o direito de desqualificar um movimento que não tem outra finalidade senão ajudar a quem precisa, ele precisou,foi ajudado, agora que não atrapalhe os outros, se não pode ajudar fique quieto, porque o que parece é que ele quer se ajudar, me descupem a expressão, puxando o saco do patrão que todos sabemos quem é.
Mais uma vez digo, concordo com o comentário acima temos que dar voz a quem não tem.
e para o jornalista...
Eu queria convidar o jornalista da veja a passar 365 dias num albergue e fazer tantos cursos profissionalizantes quanto eu fiz e ver toda uma turma de pessoas sendo homenageadas com festa de entrega de diplomas e sair da festa pro albergue quando sonhava que na entrega de certificados haveria encaminhamento á trabalhos por meio de parceirias com senai e sindicato da construçaõ civil como foi o meu caso.
é por isso que o brasil não muda com reporteres de nipe ,como se o albergue e cursinhos fosem a resposta final para mudar a vida dos moradores de rua.
A propósito alguem podia pegar o endereço dele pra gente mandar uns moradores de rua pra lá,se a casa for grande,o APto,agente divide o espaço.
algumas criticas em lista
1.Acho que o movimento dos moradores de rua está muito mais articulado com o Fórum Centro Vivo e entidades que cuidam das pessoas em situação de rua, do que com os próprios moradores, em número reduzido no ato, e muitos dos que se aproximavam p/ tentar entender o que estava acontecendo, desconheciam a carta. No meu modo de ver, ela deveria ter sido debatida antes do ato, em grupos (Sé, Luz, Anhagabaú etc.) pegando sugestões inclusive p/ o ato. Acho que sem querer acabamos reproduzindo um modelo paternalista de falar pelos fracos ao invés de ajudá-los a ter uma vós mais ativa. Sei que é muito difícil pela própria condição diversificada e debilitada das pessoas que compõem esse grupo, mas acho que dá p/ trabalhar bastante. Há uma questão que conta bastante a favor: não têm mais nada a perder a não ser a própria vida. Bem diferente da condição de qualquer trabalhador.
2. No final da carta,depois da Cáritas, estava o nome Ivan Valente. Achei um absurdo ele ter colocado o nome dele ali. Era o único !!!!Só percebi depois de já ter distribuido todos as cartas. A última remessa que peguei foi na pipoqueira vermelha. Quantas cartas foram impressas com o nome do Ivan?
3.Quando estávamos na Defensoria Pública sentei-me ao lado de um homem que identificou-se como jornalista do Diário do Comércio , ou algo semelhante. Disse-me que tinha ficado 1 ano na rua, dormindo ora em albergue, ora na rua e só com muita ajuda de amigos conseguiu sair e voltar a trabalhar. Criticou muito os Franciscanos e as organisações que cuidam da pop em situação de rua e por mais que eu dissesse para repensar suas críticas, não consegui persuadi-lo a não publicá-las.
4.. Gostei de ter participado do ato . Puxa! Como o Anderson fala bem!!! Gostaria de ter gravado as palavras afiadas e ao mesmo tempo poéticas. Importante poder de oratória .
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