Carta de Repúdio a Intolerância Religiosa da Prefeitura Municipal de São Paulo

A Comunidade de Oyá e Ogum, parceira dos movimentos de mulheres, atuante na construção do 8 de março e em diversas lutas, vem sofrendo uma grave ameaça: A prefeitura de SP quer expulsar a Comunidade do bairro Planalto Paulista, onde estão a 25 anos. Essa ação é gravíssima, pois denota a postura de intolerância religiosa e racista já que outros templos religiosos não vem sendo incomodados.

Por isso, pedimos que os grupos e entidades se somem na defesa da comunidade assinando a carta abaixo.

As entidades que quiserem, podem também enviar as suas próprias cartas para o Prefeito e Subprefeito da região. Pedimos que seja enviada com cópia para a comunidade. comulher@ileaxe.com.br e marisabelsouza@ig.com.br

Endereços:

Prefeito: Gilberto Kassab
Edifício Matarazzo - Viaduto do Chá, 15, Centro
PABX: 3113-8000
E-mail: gabinetedoprefeito@prefeitura.sp.gov.br

Governo Municipal
Secretário: Clóvis de Barros Carvalho
Edifício Matarazzo - Viaduto do Chá, 15, Centro
PABX: 3113-8001 / 3113-8002 / 3113-8003 / 3113-8004
E-mail: assuntosmetropolitanos@prefeitura.sp.gov.br

Aguardamos retorno o mais breve possível.

Marcha Mundial das Mulheres

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Carta de Repúdio a Intolerância Religiosa da Prefeitura Municipal de São Paulo

Conforme diz a constituição Brasileira, (Art. XVIII) "Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; esse direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, em público ou em particular".

Na contra mão da luta por políticas que garantam o respeito à diversidade, a prefeitura de São Paulo implementa uma ação claramente discriminatória ao tentar expulsar a Associação cultural Religiosa e Beneficente "Comunidade de Oyá e Ogum -Ilê Alaketú Axé Egbé Oyá Ogun, do Planalto Paulista".

Localizada no mesmo endereço há 25 anos, a Associação desenvolve atividades voltadas a assistência a pessoas carentes e ao culto religioso. Durante esse tempo a Comunidade reforçou a crença na busca pela radicalização da democracia e pela universalização dos direitos humanos, econômicos, sociais e culturais, e principalmente, pela erradicação do racismo e da intolerância religiosa.

A comunidade convive em paz no mesmo bairro com diversos templos de outras religiões, como a Igreja Missionária, Igreja Metodista, Paróquia Nossa Senhora de Lourdes e Igreja Ortodoxa Presbiteriana Santa Maria, que não estão sendo incomodados pela prefeitura.

O direito a liberdade religiosa é um princípio da igualdade. Por essa razão nós dos movimentos de mulheres da cidade e estado de São Paulo, repudiamos a ação da prefeitura que expressa a mais absurda demonstração de intolerância religiosa e exigimos o direito à permanência da Associação em seu atual endereço. Declaramos o nosso total apoio e solidariedade a "Comunidade de Oyá e Ogum".

Assinam essa carta

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