"resgatar o caráter de praça que o lugar nunca teve" é ótimo... bem a lógica da emurb mesmo.
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São Paulo, quinta-feira, 17 de julho de 2008
Após atraso, Prefeitura de SP tem nova data para reforma da praça Roosevelt
VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
DA REPORTAGEM LOCAL
Com quase três anos de atraso, a reforma e a revitalização da praça Roosevelt, centro, tem uma nova data para começar. Agora, a Emurb espera que o projeto seja concluído em 20 dias, a licitação seja lançada no final de agosto e as obras propriamente ditas comecem no fim do ano.
A proposta prevê a demolição das três lajes que abrigam um batalhão da Polícia Militar e da Guarda Municipal e onde funcionavam um supermercado e uma escola.
Segundo a Emurb, será feita a "desobstrução total" da área para resgatar o caráter de praça que o lugar nunca teve.
"O problema da praça é ela mesma. Foi um erro urbanístico", diz o arquiteto Rubens Reis, gerente de intervenções urbanas da Emurb.
As obras, alardeadas na gestão do ex-prefeito José Serra, deveriam ter sido iniciadas em março de 2006. Depois, a previsão do secretário Andrea Matarazzo (Subprefeituras) passou para o início deste ano. O custo avaliado da reforma é de R$ 13 milhões, quase o dobro do que a reforma das praças da Sé e da República custaram juntas (R$ 7,2 milhões). O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) deve arcar com 85% do valor total.
Pelo projeto, uma escadaria e uma rampa devem ser construídas depois da demolição das lajes para comunicar a praça com o espaço urbano nas ruas Augusta e da Consolação. Novos equipamentos, como quiosques de floristas devem ser construídos, e uma grande alameda interna deve ser levantada para ampliar a vegetação.
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pesquisa de opinião e projeto original
Gostaria de saber onde posso encontrar o projeto original da praça e a pesquisa de opinião mencionadas nessa reportagem.
Onde posso consultar essa pesquisa?
Ainda: pesquisas de opinião feitas na praça (pelos próprios moradores e usuários da praça) deu como resultado que 2100 são a favor da não-derrubada e 160 a favor.
Gostaria de saber quem guarda essa pesquisa de opinião? Existe o registro dessa pesquisa?
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Catei este vídeo da globo - uma boa imagem diz tudo, ou quase ....
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM850405-7823-PRACA+RO...
replica
Acho a praça R um caso muito interessante e sem dúvida emblemático para SP, por causa da falta de transparência e demolição de patrimônio público. Como não vivo aqui há décadas não conheço a história do lugar desde o início, mas o descuido e fechamento do espaço recentemente me chocaram. Critiquei a tal "revitalização" da praça um tempo atrás no meu blog, e logo depois um funcionário da Emurb apareceu falando que eu não podia opinar porque não sabia dos detalhes do caso (olha isso!!). Ao ser convidado por mim para explicar o ponto de vista dele, ele não quis se manifestar mais. Pode ser que eu não consiga entender mesmo essa história, ou será que não existe explicação decente?
O FCV já considerou uma ação ou escrever a história da praça com as informações que tem? Talvez uma palestra de 3 dias seja exagerada, mas algo mais concentrado pode ser interessante.
comentario em lista
Concordo, uma bela frase, saindo da boca de um funcionário público que durante muitas administrações teve que lidar com os caprichos dos alocados na administração da coisa pública sem nunca ter feito concurso.
Paradoxalmente - agora que a prefeitura (melhor: eles que estão brincando de ser) está tirando tudo que no projeto original da praça nunca existiu - o supermercado, a escola e outros tantos 'puxadinhos' privatizantes - começa a se mostrar o projeto original: um belo vão livre, visualmente desobstruído (originalmente era para ser espaço para feiras livres) e ainda trazendo à mostra detalhes que até hoje nem eu tinha visto. A "Praça" Roosevelt (que não é bem uma praça mas um prédio-praça) nos seus quase 40 anos nunca teve chance. Fora que o projeto original era muito maior e de execução bem complicada pelos diversos desníveis a serem equacionados, desde sua 'inauguração' precipitada, ficou, dentro da própria prefeitura, uma confusão quem era ser o responsável para sua manutenção. O que deu em que hoje conhecemos: nunca chegou a ser finalizado e nunca foi administrado.
Temos (FCV) uma extensa documentação sobre a praça e daria um seminário de uns três dias para desvendar tudo que levou a "praça" a ser o que hoje é - uma grande desconhecida - e desmistificar e combater os preconceitos que foram se formando em volta dela. Mas aí precisa de vontade política. Ou, como disse Ermínia, numa das minhas raras incursões na Fau-Usp (aí sim, uma aberração típica da mesma época - a expulsão das universidades públicas dos centros urbanos, concentrando-as em campos): "Será que agora vamos ter que defender o que detestávamos?" Sim!
Ainda: as (ainda poucas) marteladas que deram nas partes originais da estrutura original da praça mostram que a armação está em perfeitas condições (como aliás evidenciada nas recentes 'recuperações' dos viadutos do Parque Dom Pedro e da Praça da Bandeira, todos da mesma época, da adequação à automobilização da vida urbana). Não há nenhum motivo técnico para derrubar as lajes que tanto incomodam as figuras que hoje brincam de donos do poder.
Ainda: pesquisas de opinião feitas na praça (pelos próprios moradores e usuários da praça) deu como resultado que 2100 são a favor da não-derrubada e 160 a favor.
Ainda: onde está a participação da população nas decisões?
Ainda: (mas agora sobre o Parque Dom Pedro e o São Vito - não resisto!): na mesma época que se criou a Praça Roosevelt e o centro virou um nó de vias elevadas, a adequação dos marginais de seus rios virou solução fácil para abrir avenidas. A Avenida do Estado, além de partir o parque Dom Pedro, deu início ao declínio do São Vito, que ficou "à margem" desta nova avenida. Há um belíssimo projeto da época da Erundina / Lina Bo Bardi que merece ser tirado das gavetas.
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