CLipping sobre Ponte Estaiada (estilingão)

Clipping sobre stilingão:
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Sábado, 10 de Maio de 2008 | Versão Impressa

Com 3 anos de atraso e R$ 113 mi a mais, Ponte Estaiada é inaugurada

Novo cartão-postal da cidade receberá cerca de 4 mil carros por hora em cada pista, segundo a Prefeitura

Diego Zanchetta e Vitor Hugo Brandalise
Com três anos de atraso e R$ 113 milhões mais cara, a Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira, no Brooklin, zona sul, será inaugurada hoje, às 11 horas. A expectativa é de que a obra desafogue o tráfego nas principais avenidas da região - embora ainda com efeito reduzido, enquanto o restante do projeto viário previsto para o local não estiver pronto. A obra, que começou em outubro de 2003, já consumiu R$ 260 milhões - falta ainda uma praça, com 520 árvores, a ser construída entre a Avenida Luiz Carlos Berrini e a Marginal do Pinheiros. A licitação do projeto, de 2002, vencida pela empreiteira OAS, previa gastos de R$ 146,9 milhões e conclusão do projeto no final de 2005.

Quando assumiu a Prefeitura, o hoje governador José Serra (PSDB) criticou os custos da obra. A opção pela manutenção do contrato com a OAS só foi feita porque a indenização à empreiteira, em caso de rompimento, seria de R$ 150 milhões. Nos últimos dois anos, contudo, o plano original da construção passou por incrementos. Houve um aditamento de R$ 36,6 milhões no contrato e uma nova licitação, também vencida pela OAS, de R$ 70 milhões, para o remanejamento da rede elétrica que cruzava a estrutura. "O projeto não encareceu, o que ocorreram foram aditamentos normais", diz o gerente de obras da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), Norberto Duran.

Urbanistas e o Ministério Público reclamam que parte do dinheiro usado na construção, cerca de R$ 130 milhões, vieram da Operação Urbana Água Espraiada. Esse valor, segundo a promotora Claudia Beré, deveria ter sido investido em melhorias para os moradores da favela do Jardim Edite, área considerada Zona Especial de Interesse Social (Zeis).

A nova ponte receberá cerca de 4 mil carros por hora em cada pista e permitirá acesso direto da Avenida Jornalista Roberto Marinho à Marginal do Pinheiros, sentido Interlagos, à zona oeste e ao centro. Segundo Norberto Duran, os principais benefícios serão sentidos na Ponte do Morumbi - por onde circulam cerca de 7 mil veículos por hora - e no cruzamento entre as Avenidas Berrini e Roberto Marinho.

Especialistas alertam, porém, que a nova ponte pode transferir os congestionamentos que hoje ocorrem na marginal para a Roberto Marinho. O gerente da Emurb admite que, sozinha, a ponte não é solução. "A ponte trará uma rota opcional ao Aeroporto de Congonhas, desafogando a Avenida dos Bandeirantes, mas algo próximo do ideal será conseguido com a construção de todo o projeto viário", afirma Duran. Ele se refere ao prolongamento de 4,5 km da Roberto Marinho até a Rodovia dos Imigrantes - por meio de um túnel -, cujo projeto está em fase final de execução. A previsão, segundo o prefeito Gilberto Kassab (DEM), é de que todo o projeto viário esteja pronto em seis anos.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080510/not_imp170372,0.php

Sábado, 10 de Maio de 2008 | Versão Impressa

Obra é a primeira da América Latina

Só o mastro da ponte, na forma da letra ?X?, tem 138 metros, a altura de um prédio de 46 andares

Vitor Hugo Brandalise e Diego Zanchetta
Dentro ou fora das pistas, o que mais chama a atenção na primeira ponte estaiada da América Latina é exatamente o que a define: os 144 "estais" - conjuntos de cabos de aço, revestidos de uma proteção de polietileno amarelo, que suspendem as duas vias da ponte e, embora não se toquem, parecem se entrelaçar. No projeto do arquiteto João Valente, por causa da curvatura das pistas suspensas, nenhum cabo tem o mesmo comprimento que o outro - medem de 79 a 195 metros. "As duas vias em curva, conectadas ao mesmo mastro, fazem da nossa ponte algo inédito no mundo", comemora o coordenador de obras da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), Omar Ayub.

Durante o mês de abril, foram acertados os detalhes estéticos e de iluminação da ponte - como os três frisos de aço inox e os dois círculos prateados, colocados nas laterais do mastro, além dos 142 projetores capazes de colorir a ponte de verde, azul ou vermelho. A instalação dos sinais de trânsito e a aplicação de uma camada de verniz antipichação, realizadas na semana passada, foram os passos finais na execução da complexa obra, que durou quase cinco anos e mobilizou 430 trabalhadores nas fases de maior movimento.

"Mas os principais desafios começaram a aparecer durante a construção do mastro", disse Ayub, que acompanhou o projeto desde o início. O mastro, na forma da letra "X", de 138 metros, altura de um prédio de 46 andares, realmente impressiona. Iniciado em março de 2006, por meio de um processo de construção chamado "formas trepantes" - concreto colocado em etapas, com "gomos" de 3 metros de altura encaixados a cada vez, separadamente - demorou um ano e meio para ficar pronto. "Em um prédio você faz o esqueleto e depois trabalha de dentro para fora. Numa ponte, é o contrário. A complexidade do processo de construção e a altura do mastro representaram realmente um grande desafio", afirma o gerente de obras da Emurb, Norberto Duran.

Com o mastro quase finalizado, teve início a construção das pistas suspensas pelos estais, cada uma com 290 metros de extensão, sobre o Rio Pinheiros. O "tabuleiro estaiado" também representou desafio aos construtores - em processo chamado "balanços sucessivos", o concreto também foi colocado separadamente, do centro do rio até as margens, com 76 "gomos" (chamados "aduelas") de 7 metros e 174 toneladas cada. "Este momento também foi emocionante. Ver a ponte ficando pronta, pouco a pouco", disse o gerente.

A iluminação das seis faixas, três em cada sentido, e das alças que ligam a ponte à Marginal será feita por 206 luminárias - com tecnologia chamada LED (diodo emissor de luz, na sigla em inglês), que, segundo a Emurb, representará economia de 53% em energia elétrica, se comparada aos sistemas convencionais. "É, sem dúvida, obra da mais fina engenharia, resultado de esforço de centenas", derrete-se Ayub.

OPERÁRIOS

Na fase final da construção, poucos operários continuavam na ponte. Trabalhando no acabamento, Edmilson da Silva, de 38 anos, baiano de Feira de Santana, já pensava no que fazer com o fim da obra. Vai para outra construção, em Mogi das Cruzes. "Acho que tomei gosto pela coisa."

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080510/not_imp170383,0.php

Sábado, 10 de Maio de 2008 | Versão Impressa

Ponte Estaiada é obra de arte urbana que alia técnica e estética

Benedito Lima de Toledo*
Obras de arte, assim costumam ser designadas as intervenções no tecido urbano destinadas à melhor articulação de diferentes setores. São obras produzidas "segundo o conceito de arte", isto é, respeitadas suas qualidades estéticas e as normas da boa técnica.

Algumas deixam marcas indeléveis e constituem referenciais urbanos fundamentais, independentemente de suas dimensões. Quem não se lembra da Ponte dos Suspiros em Veneza, ou do primor que é a Ponte Carlos em Praga, na República Checa?

Nas primeiras plantas da cidade de São Paulo figura uma pequena ponte cruzando o Riacho Anhangabaú. Para esse local, convergiam cinco ruas: do lado do centro antigo, no Triângulo Histórico, as Ladeiras de São Francisco, do Ouvidor e Doutor Falcão. Do outro lado, a Ladeira do Piques e a Rua da Palha, atual Rua 7 de Abril. Uma pequena ponte de madeira foi condicionante na formação do quadro viário local.

Na base da Ladeira do Acu, atual Avenida São João, havia uma ponte de tabuleiro circular, denominada da Abdicação, que mereceu um belo desenho de Debret. No dia 1º de janeiro de 1850, chuvas torrenciais causaram o rompimento do assim chamado Tanque do Bexiga, o qual ficava no local onde, posteriormente, viria a ser edificado o Viaduto Martinho Prado. A inundação que se seguiu destruiu essa ponte.

O Viaduto do Chá tem longa história. O primeiro empreendedor a ter idéia de sua edificação foi o litógrafo Jules Martin, francês radicado em São Paulo. Depois de muita polêmica, a obra foi concluída e inaugurada a 6 de novembro de 1892. Como projeto, era rudimentar: uma treliça metálica com piso de tabuado. Os usuários pagavam pedágio, extinto em 1897.

Prestes Maia, no seu Plano de Avenidas, apresentou uma aquarela, técnica em que era exímio artista, com a imagem de um novo viaduto. Optou-se, posteriormente, por concurso para o qual concorreram Rino Levi, Flávio de Carvalho e Elisiário Bahiana, cujo projeto foi o escolhido. Na biblioteca da FAU/USP estão arquivadas as magníficas peças gráficas do vencedor.

As obras do Viaduto Santa Ifigênia tiveram início em 1910 e foram concluídas em 1913. Fundações e estrutura de concreto exigiram cuidados especiais, dada a natureza do solo e a proximidade de residências. A segunda etapa veio a ser a instalação da estrutura metálica projetada e construída na Bélgica.

São Paulo ganha neste momento uma ponte designada por sua técnica construtiva, a utilização de estais, termo tomado de empréstimo às embarcações, aqueles cabos destinados a sustentar a mastreação.

Ficou simpática a eufonia "a ponte estaiada da Água Espraiada". Os políticos, porém, insistem em descaracterizar os nomes tradicionais e a cidade corre o risco de se tornar um conglomerado sem história. Que o apóstolo São Paulo proteja a cidade que leva seu nome.

* É professor titular da FAU- USP e autor de vários livros sobre a história de São Paulo, como ?Anhangabaú?; ?Prestes Maia e As Origens do Urbanismo Moderno em São Paulo?; ?São Paulo: Três Cidades em um Século?
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u400479.shtml

Venha prestigiar o novo cartão postal da sociedade do automóvel
Por TRANSPORTE 09/05/2008 às 12:29

No próximo sábado (10) a cidade de São Paulo inaugura seu novo cartão postal: a ponte estaiada Octavio Frias (carinhosamente apelidada de Estilingão).

Monumento à sociedade do automóvel, dos congestionamentos, da poluição e do oligopólio midiático, a obra consumiu R$ 275 milhões dos cofres públicos e fincou suas estacas sobre o território da especulação imobiliária.

Para celebrar o mais novo monumento ao individualismo, cidadãos paulistanos realizarão um pique-nique no "cartão postal" (ou embaixo dele).

Venha de bicicleta, de skate, patins ou transporte público. Traga a família, um prato de doce ou salgado, uma bebida e muita alegria.

Vamos comemorar os 900 metros de concreto e aço por onde não passam ônibus, pedestres nem bicicletas! Vamos comemorar o cartão-postal que não permite a convivência entre as pessoas!

O pique-nique começa as 9h da manhã, mas as atividades acontecerão durante todo o dia.

http://midiaindependente.org/pt/blue/2008/05/419295.shtml
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10/05/2008 - 03h31
Ponte estaiada sobre o rio Pinheiros abre ao público neste sábado
da Folha Online

Concebida como um novo projeto arquitetônico para a cidade, a ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira será inaugurada neste sábado, com festa a partir das 11h. Às 18h o tráfego será completamente liberado na ponte, que liga a marginal Pinheiros à avenida Jornalista Roberto Marinho, no Brooklin, zona sul de São Paulo.

O nome da ponte é uma homenagem do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), a Frias, publisher da Folha, morto em 29 de abril de 2007.
Fernando Donasci/Folha Imagem
Marco arquitetônico da cidade, ponte Octavio Frias de Oliveria será inaugurada neste sábado; obra homenageia publisher da *Folha*
Marco arquitetônico da cidade, ponte Octavio Frias de Oliveria será inaugurada neste sábado; obra homenageia publisher da Folha

O projeto, de R$ 260 milhões, foi iniciado ainda no governo Marta Suplicy (PT) para ser não somente funcional, mas uma referência arquitetônica.

A obra consiste em estrutura central, de 138 m de altura, onde estão presos os cabos que dão sustentação às duas pistas, de 190 m cada uma e capacidade para 4.000 veículos/hora.

A ponte estaiada sobre o rio Pinheiros cria um corredor exclusivo para automóveis e motos na avenida Roberto Marinho, hoje aberta a todos os veículos.

Com o corredor, o motorista terá a opção de, a partir da marginal Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, prosseguir até o Jabaquara (bairro da zona sul) sem enfrentar o tráfego de ônibus e caminhões.

Em 2010, quando o prolongamento da avenida estiver concluído, será possível chegar até a rodovia dos Imigrantes.

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