Dois seguranças por turno, armados com cassetetes, não permitem que os moradores de rua deitem na calçada central em troca de R$ 50 mensais de cada comerciante.
Cansados de esperar por alguma iniciativa do poder público, lojistas e moradores da própria rua resolveram recorrer aos vigias particulares.
Sem dar o nome completo, dois desses vigilantes (um do turno da manhã e outro do turno da noite) disseram que utilizam os cassetetes para intimidar os sem-teto. "A prefeitura passa aqui e joga água para limpar a calçada [central]. Eles [moradores de rua] saem. Aí a gente vai para lá e não deixa eles voltarem", disse um deles. "Eu uso isso aqui [batendo com a mão no cassetete, que estava preso na cintura]", afirmou o outro.
Entretanto, não foi preciso usar muita violência para tirar os moradores, segundo os próprios sem-teto. Um grupo deles atravessou a rua e, agora, passa o dia na lateral do terminal Amaral Gurgel de ônibus. Alguns deles já estavam havia 30 anos vivendo sob o Minhocão.
A decisão de contratar os seguranças partiu da Ação Local Amaral Gurgel. O grupo não é uma entidade constituída, mas sim uma união informal de moradores e comerciantes formada a partir de incentivos da ONG (Organização Não Governamental) Viva o Centro, que estimula o surgimento de iniciativas para a melhoria da área central.
A associação, que reúne representantes de toda a sociedade paulistana em seu conselho (bancos, advogados, engenheiros e entidades de classe), atribuiu a responsabilidade pela medida exclusivamente à Ação Local Amaral Gurgel. De acordo com a ONG, há 51 dessas ações, e a ideia é mobilizar a sociedade local para identificar problemas e indicar soluções para o bairro.
O comerciante José Pedro Bonfim, membro da Ação Local Amaral Gurgel, diz que foi ele quem chamou os seguranças e os apresentou aos comerciantes, que fizeram contrato diretamente com os vigias. Ele chama os guardas particulares de "zeladores de rua" --nome dado pela Viva o Centro para um dos nove grupos de estudo que dão suporte para cada ação local.
Existem 16 mil sem-teto na cidade, segundo a prefeitura. Há 8.000 vagas em albergues. O resto não tem para onde ir.
Já a Secretaria de Assistência Social da gestão Gilberto Kassab (DEM), chefiada pela vice-prefeita Alda Marco Antonio (PMDB), diz que o caso é uma questão de "segurança pública" e não anunciou nenhuma medida.
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Protesto
Boa Noite.
Neste pais que estamos vivindo qualquer brasileiro pode chega nesta situação.
Tenho muito amigo o pouco que tem da vida estão perdindo.
Podendo fica sem seu teto.
Mas que trabalhe as vez fica a ver navio.
motivo e muito encargo para pagar que chega não sobrar nada para eles.
Fico ate com do deles que são muito nesta situação.
Do jeito que esta não pode fica cuidado seu guarda amanhã pode ser voce tambem outro pode esta com o cacete na mão atraz de voce.
Abraço a todos da Equipe Deus esteja todos com voceis para não chega a este ponto de vida.